

"Quando Eu"
(ALBERTO CAIEIRO)
Quando eu
não te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo...
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor
Tu não me tiraste a Natureza...
Tu mudaste a Natureza...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires, vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as coisas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.
"Passei toda a noite, sem dormir" -
(ALBERTO CAIEIRO)

![]()
"Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje
mesmo."
LIANG TZU
"As pessoas entram em nossa vida por acaso, mas não é por
acaso que elas permanecem."
LILIAN TONET
"Assim como as chaves abrem cofres, as cartas abrem
corações."
JAMES HOWELL
Você e outras
pessoas
interessam-se por poesia!
Última
atualização:
17 de janeiro de 1999.